Por muito tempo eu tentei ser diferente
Não por acaso cometi tantas besteiras
Capacidade não existia de discernir a ilusão
Daquilo que valia a pena
E enquanto a cegueira insistia
Eu navegava um mundo em fantasia
Intensas foram as dores, elas só me consumiam
Olhava o horizonte e ele nada me dizia
Não existiam noites, não existiam dias
O céu longe enxergava e só ele sabia
Que aqueles passos lentos e aquele olhar cansado
Já não tinha mais caminho
O coração teimoso apostava em um segredo
Pulsando apressado, quase que descompassado
De alguma forma e sorrateiramente
Roubava o ar preciso pra bater daquele jeito
Negava em ir embora, não, não era ainda a hora
Preciso foi o tempo pra estancar os dissabores
Pra abrir de novo a mente e quem sabe ser contente
Agora o nunca é tarde, é tão certo olhar pra frente
O medo foi se embora, mais sadio é ser valente
Vestir o velho terno, nos pés qualquer chinelo
É um caminho sem fim
Uma estrada sem volta
Qualquer lembrança desbota
Qualquer palavra se esgota
Ainda assim não vou me cansar de viver
Nem de procurar razões pra não ser
Quero cerrar meus olhos e olhar o que passou
Passou, já não existe mais
E se tudo foi assim, não me importo
Ela não passou por mim
Ainda assim não vou me cansar de viver
Nem de procurar razões pra não ser
Quero cerrar meus olhos e olhar o que passou
Passou, já não existe mais
E se tudo foi assim, não me importo
Ela não passou por mim