Já não bastasse o Presidente um ladrão
O Alcolumbre também quis o seu milhão
Por sua vez o então xerife da nação, levou pra casa sua parte do bolão
Tá tudo em casa tem charuto e wisky bom
Trezentos mil foi a mesada do filhão
Huguinho pobre também quis um pedacinho, o bolo é doce, é de graça, é São João
Bem mais humilde o lindinho do Congresso, olhou os olhos do Danone rachadinha
Roubam menos, até repartem a refeição
Os empreiteiros já comeram desse pão
E sem cansaço essa festa não termina
O vulgo sapo gosta de soltar bandidos
Vender sentenças, gados pros irmãos Batistas
Algum trocado está guardado em Portugal
O sapo boi é o mais velho dessa farra
A ordem é não incomodar seu irmão
O Tayayá foi um presente do Vorcaro
Pra que alarde é só uma festa, que trem bão
Vá trabalhar pra sustentar somos patrão
Façam de contas finjam que não enxergam nada
De vez em quando só usamos avião
Lá em Trancoso é só descanso e diversão
Nós merecemos somos donos da nação
Somos artistas, ninguém quer exibição
A cada dia é só uma nova situação
Estampar capas de revistas, e dar as mãos
Viva o Brasil, é comemoração
Ninguém vê nada
Nem polícia federal
Forças armadas
Não sabe o que é um general
Foi embora o Aras e chegou um figurão
O cara é feio e protege só ladrão
Viva, viva, viva
É o futuro, o progresso da Nação
Enquanto isso passa fome o cidadão
Quando não morre numa escada de hospital
Amarga a vida sem remédio e condição