O meu DNA traz a poeira da estrada
A mão é calejada, a palavra é honrada
Não é só sobre o chapéu ou a fivela brilhando
É o legado dos nossos que a gente vai carregando
Se o mundo é de tela, eu sou da vida real
Não troco esse chão por selva de metal
Do Oiapoque ao Chuí, na mesma pegada
A nossa nação veste a mesma botina alinhada
Tem festa no Norte, tem laço no Sul
E o sistema comanda sob esse céu azul
É o sistema raiz que domina o pedaço
A gente resolve na voz ou no laço
O povo aplaude, a moçada se rende
Quem é do mato é que a gente se entende
É a tropa do berrante, o comando é da roça
Ninguém segura a potência que é nossa
A picape roncando, o modão no talo
Sou dono da sela e do meu cavalo
No Nordeste, a coragem do bravo vaqueiro
No Centro-Oeste, o grão que alimenta o mundo inteiro
No Sudeste, o rodeio é nossa paixão
E no Sul, o costelão assa em fogo de chão
Não bebo pra esquecer, bebo pra celebrar
Que a honra de um bruto ninguém vai tirar
Segura, peão
Aqui o papo é reto e o aperto de mão é contrato
A gente não teme o futuro, porque nosso passado é de respeito
E pode ventar o que for, quem tem raiz, não se abala
É o sistema raiz que domina o pedaço
A gente resolve na voz ou no laço
O povo aplaude, a moçada se rende
Quem é do mato é que a gente se entende
É a tropa do berrante, o comando é da roça
Ninguém segura a potência que é nossa
A picape roncando, o modão no talo
Sou dono da sela e do meu cavalo
É o sistema, não tem pra ninguém