Nos campos da mente
Semeei luz aos irmãos
Algumas poucas sementes
No caminho ficarão pelo chão
Os instintos as levaram
Saciaram-se sem pensar
Delas poucos frutos restaram
A eles não havia lugar
Quem semeia luz na escuridão
Sabe que a mente é mistério e chão
Entre o espinho, o desejo e a dor
Nem tudo se perde se nasce uma flor
Outras sementes voaram
Ao solo árido dos desejos ardentes
Em meio a pedras brotaram
Raízes exposta ao Sol escaldante
Não resistiram ao calor do momento
Secaram-se rapidamente na aspereza
Em solo de intenso tormento
Amargurado por tanta tristeza
Quem semeia luz na escuridão
Sabe que a mente é mistério e chão
Entre o espinho, o desejo e a dor
Nem tudo se perde se nasce uma flor
Diversas outras sementes caíram
E entre os espinhos do eu sou
Estes mais velhos e fortes sufocaram
As lições que o tempo mostrou
Porém nem tudo se perdeu
Havia campos férteis que acolheram
Ali ao menos uma floresceu
De uma semente muitos frutos colheram
Quem semeia luz na escuridão
Sabe que a mente é mistério e chão
Entre o espinho, o desejo e a dor
Nem tudo se perde se nasce uma flor
Se nasce uma flor, se nasce uma flor