Trafegando pelas linhas do lado leste
Gabaritando todos os meus testes
Psicografando textos, lendo o que acontece
Nossa ampulheta está de ponta-cabeça
Toda essa areia não retornará
Abra sua cabeça e resolva essa treta
Antes que o último grão se vá
Analisando friamente, tudo é uma cópia
Uma cópia de uma cópia aperfeiçoada
Ou apenas a repetição da mesma nota
Oportunidade é a chave dessa porta
Que bem provavelmente o instinto dará
Hoje a minha voz já não soa como antes
Amadurecido diante de um falso flagrante
Verdades da vida se tornam revoltantes
Todas essas quedas te amadurecerão
E dentro do busão minha caneta voa
Vejo o lado vazio de todas as pessoas
Mas não me sinto assim, vivo do início ao fim
Só um cara qualquer amante da natureza
Aproveito a viagem desfrutando da beleza
No seu ponto de vista, qual o lado da ampulheta?
Vai viver ou está com dó?
Vai viver ou está com dó?
Vai viver ou está com dó?
Por mais que essa viagem já tenha começado
Ainda dá tempo de mudar a rota
Mesmo cansado dessa mesmice que nos cerca
Tirei minha venda, saí da caverna
Conversei com gente de verdade e questionei
Minha alma é livre e leve como uma pena
Velha como o tempo, morri mais de uma vez
Foi trafegando a esperança de um novo amanhecer
Forte o suficiente pra entender
Que ser forte não é o suficiente
Um passo para trás com pensamento na frente
Lutando para finalmente me reconhecer
Analiso meu reflexo na frente do espelho
Ainda me sinto só mais um nesse mar de gente
Ainda bem que sigo as guias do meu coração
Contente, compartilho as energias desse som
Que eu possa ser cada vez mais coerente
Novamente, que meu pensamento esteja à frente
Muito mais à frente, voando alto
Que voe alto, porém perto do chão
Que caia de pé e encare a questão
Vai viver ou está com dó?
Vai viver ou está com dó?