No Sol mais intenso, paixĂŁo e desejo
Que sempre misturam doçura e veneno
O outono sem pressa, de andar distraĂdo
Reside a promessa do amor mais sereno
Não há desespero nos dias de outono
Que dourando folhas matiza a cidade
Talvez nostalgia, algumas lembranças
Talvez melodia que sabe a saudade
A luz que filtrada rabisca as calçadas
Variando os desenhos de acordo com o vento
Traz coisas do céu que embalam as copas
E emprestam levezas para os pensamentos
Em folhas e ventos, em ar transparente
Em passos incertos, cafés e esperas
Amores de outono refazem os rumos
Buscando a verdade ou mentiras sinceras
É tempo em que o tempo se perde em demoras
E o Sol se retarda pintando no espaço
Em cores divinas o adeus mais sentido
Que estreita o horizonte na paz de um abraço
Existem na alma porquĂŞs pra um outono
Que afloram nos sonhos buscando guarida
Razões imprecisas, porém suficientes
Pra alguma esperança no amor e na vida