Na esquina havia um homem
Vendendo orientação
Jurava conhecer atalhos
Para toda decisão
Um garoto apenas zombou
Fez um movimento e foi além
Há destinos que dispensam
O script de outro alguém
Espalharam pela praça
Que existia um proprietário
Mas o vento atravessava
Cada banco, cada galho
Nem o pombo reconhecia
Qualquer dono dali, não
Fez do espaço sua casa
Sem pedir autorização
Liberdade não se compra
Nem aceita fiador
Quando brota por si mesma
Cai o peso do opressor
Cada escolha abre um mundo
Cada vontade muda o lugar
Quem conduz a própria vida
Nunca se consegue algemar
Construíram compartimentos
Para medir cada viver
Desconsideraram que uma semente
Sempre encontra outro nascer
Livro algum aprisiona o tempo
Nem encarcera um verão
Toda muralha perde sentido
Diante da imaginação
Se perguntarem quem decide
Basta olhar o universo em expansão
O horizonte nunca espera
Carimbo nem permissão
Cada estrela segue o curso
Sem passaporte ou aprovação
Talvez toda mudança comece
Nessa natural condição
Liberdade não se compra
Nem aceita fiador
Quando brota por si mesma
Cai o peso do opressor
Cada escolha abre um mundo
Cada vontade muda o lugar
Quem conduz a própria vida
Nunca se consegue algemar
Trocam datas, mudam modas
Mudam leis e opinião
Quem desperta para si
Já não suporta contenção
Sempre houve uma passagem
Além de toda imposição
A porta jamais esteve trancada
Faltava apenas a própria decisão
Liberdade não se compra
Nem aceita fiador
Quando brota por si mesma
Cai o peso do opressor
Cada escolha abre um mundo
Cada vontade muda o lugar
Quem conduz a própria vida
Nunca se consegue algemar