Cidade sem nome, sepulcro imperial
A areia sorvia soberbos brasões
Conan seguia por solo ancestral
Caçando vestígios de antigas nações
O Sol de Koth vergastava o guerreiro
Fendendo-lhe a carne sem compaixão
Guardava o alento, austero e certeiro
Com a espada cerrada em sua firme mão
Sete cavaleiros romperam o norte
Vestidos de armadura e devoção
Juraram vendê-lo ao preço da morte
Como presa vencida na solidão
O primeiro ergueu sua maça feroz
Ingênuo de sua própria condenação
Conan calou qualquer outra voz
E a cabeça dele rolou em terrível visão
Se o aço decide, termina a ilusão
A carne jamais vencerá o metal
O sangue não nasce para a submissão
Mas para enfrentar cada desafio mortal
Veio o segundo num salto brutal
O cavalo bufava em exaltação
Conan passou sob o ventre do animal
Rompendo-lhe os tendões num só turbilhão
O corcel estremeceu e desabou
Lançando o homem na dispersão
O aço caiu sem deixar resquícios
Fendendo-lhe a testa em ramificação
Os outros cinco fecharam o cerco
Cimitarras buscando o coração
Conan girou rompendo o bloqueio
Ferindo um braço na articulação
A lâmina entrou com rigor glacial
Transpassando costelas e pulmão
A areia bebeu rubra torrente mortal
Enquanto expirava a maldição
Se o aço decide, termina a ilusão
A carne jamais vencerá o metal
O sangue não nasce para a submissão
Mas para enfrentar cada desafio mortal
Veio um machado descendo brutal
Buscando-lhe a fronte em destruição
Conan moveu-se por fração vital
E o golpe perdeu toda direção
O pomo da espada subiu furioso
Esmagando-lhe o rosto violentamente
Fragmentos de osso cobriram a areia
Calando o guerreiro imediatamente
Contra o mais forte travou combate mortal
A faca da bota buscou a junção
A artéria rompeu num jorro fatal
Vestindo de púrpura o chão
A mão esmagou-lhe a garganta
A traqueia cedeu sob pressão
O último fugiu tomado de pavor
E Conan o ignorou e seguiu em outra direção
Se o aço decide, termina a ilusão
A carne jamais vencerá o metal
O sangue não nasce para a submissão
Mas para enfrentar cada desafio mortal