No centro onde a razão jamais chegou
Sem tempo, sem medida, sem direção
O Caos Nuclear eterno repousou
Enquanto estrelas perdiam a condição
Flautas sem origem guardam o ritual
Tambores sustentam o ciclo sem final
Cada pulsação desfaz a criação
Cada compasso dissolve a dimensão
Azathoth, trono da noite primordial
Sultão Demoníaco do vazio ancestral
Além do espaço, além da percepção
Toda existência depende da canção
Quando o sonho vacilar por um instante
Toda galáxia torna-se irrelevante
Nenhum mortal contempla o grande salão
Onde o impossível devora a razão
Os deuses antigos permanecem ao redor
Como satélites de um universo muito maior
Nem pergaminhos guardam explicação
Nem livros antigos trazem solução
Toda verdade termina afinal
No coração do caos essencial
Azathoth, trono da noite primordial
Sultão Demoníaco do vazio ancestral
Além do espaço, além da percepção
Toda existência depende da canção
Quando o sonho vacilar por um instante
Toda galáxia torna-se irrelevante
Nenhuma ciência alcança esse lugar
Nenhum profeta consegue nomear
As leis do cosmos perdem a função
Diante da eterna desintegração
Nenhum signo permanece inteiro
Nenhuma lei resiste ao primeiro clarão
As constelações esquecem seus caminhos
O cosmos abandona a própria formação
Azathoth, senhor do caos absoluto
Antes do verbo, depois do último minuto
Nenhuma mente alcança seu domínio
Toda existência retorna ao mesmo princípio
Quando as flautas cessarem a canção
Restará apenas a antiga escuridão