Vejam o império novo que se ergueu
Não sobre pedras, mas sobre a fraqueza
Onde o operário entrega o que é seu
Buscando o atalho para a riqueza
Gira a roleta na tela brilhante
Suga-se a renda, destrói-se o lar
O lucro da banca é certo e constante
Feito pro homem perder, não ganhar
O falso mestre nas redes sociais
Vende o milagre que o algoritmo nega
Seguem-no tolos, em surtos iguais
Nesta ciranda onde a ganância cega
Gira a roleta na tela brilhante
Suga-se a renda, destrói-se o lar
O lucro da banca é certo e constante
Feito pro homem perder, não ganhar
Cai o comércio, esvazia-se a mesa
Sob o silêncio de quem tudo perdeu
Apostam a vida, a honra, a certeza
No altar do vício que os corrompeu
Gira a roleta na tela brilhante
Suga-se a renda, destrói-se o lar
O lucro da banca é certo e constante
Feito pro homem perder, não ganhar