Mateando

Aládio Dullius

Eu estou mateando, há uma brisa suave no entardecer
E as folhas das árvores flutuam, e momentol balançam á fora
Uma calmaria que acalma meus pensamentos
Muito longe os sinos tocam incessantemente
Muito embora meus olhos estejam abertos
É minha hora de pensar na vida
Lembrar e esquecer, e não enlouquecer

No olhar do entardecer silencioso
O dia adormece e se põe a sonhar
Envolto no aroma da noite, precioso
Se vai derreado nos braços do luar

Então de repente, pássaros voam
Ouço seu cantar como uma melodia
Que carrega meus sonhos enquanto eu sorvo
O doce amargo do meu chimarrão

No alto, coloridos, voando
Enquanto as redes são desenroladas
Armadilhas da vida e do coração

Nos pesqueiros, os pés de uma mulher entram na água
Consigo sentir a água se mover em pequenas ondas
O Sol imponente, ofuscado pelas nuvens
Se despede com um espetáculo cheio de luz e esperança para um lindo amanhecer

Onde poucos têm a chance de observar a tua beleza
Com a cuia na mão, através das linhas ocultas traçadas pela natureza
Ahhh, como seria bom se a melhor criação de Deus pudesse entender
Amanhã tudo irá renascer


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