Tecido

ABNA Monteiro

Ela me disse que nasceu
Onde o poeta nasce
Eu me invento com a eternidade
Te escrevendo
Eu vou dobrando o meu pensar

Um lápis me faz desenhar
Um caminho pra dentro
Pra eu te sentir
Com a minha mão
Por tanto tempo

Equilibradas de temperatura
Parece ameno e nem é o dia
Penso tanto na cor do meu som
Se a minha voz tem tudo pra te dizer

Pra eu confundir
Tecendo um tecido
Leve e disposto sobre ti

Pra eu te cobrir
Te encher de atino e de surpresa
Enraizada na nossa certeza

Equilibradas de temperatura
Parece ameno e nem é o dia
Penso tanto na cor do meu som
Se a minha voz tem tudo pra te dizer

Pra eu confundir
Tecendo um tecido
Leve e disposto sobre ti

Pra eu te cobrir
Te encher de atino e de surpresa
Enraizada na nossa certeza


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